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Afinal, banguela economiza combustível?

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Quem nunca soltou o acelerador e deixou somente a embreagem pressionada quando estava descendo uma pista? Ou colocou o carro no ponto morto e o deixou ir sozinho? Conhecida como “banguela”, essa é uma prática comum entre os motoristas. Mas muitos se perguntam: isso realmente economiza combustível?

Em primeiro lugar, a banguela é um risco para a segurança do motorista, e também para o bolso dele, porque faz com que o combustível vá para o espaço, e não o economiza como muitos acham. Vamos explicar por que mais à frente.

Quando surgiu a banguela?

Há alguns anos atrás, os motores que utilizavam carburador tornaram essa prática comum, porque o carburador tem sistemas de trabalho: ao retirar o pé do acelerador e pisar na embreagem, ou ao colocar o cambio em ponto morto, o carburador entra no sistema de marcha-lenta, injetando menos combustível.

Porém, atualmente, com os modelos mais atuais, isso não ocorre, porque o sistema de injeção eletrônica entende que o carro está em marcha-lenta, o que resulta em pedir mais combustível. Mas, se apenas for retirado o pé do acelerador e o carro ficar engatado, a injeção entra em uma estratégia de injeção chamada Cut Off (corte de combustível).

O Cut Off consiste no simples corte de combustível para o motor. Mas para ele ser ativado, o motor precisa estar dentro da faixa de rotação programada, embreado e sem pisar no acelerador. O sistema entende que o motor está funcionando por meio de um embalo, e como não há aceleração, ele corta a passagem de combustível.

Resumindo: Colocar o carro no ponto morto não economiza combustível, gasta mais. Já no caso do Cut Off, não.