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Confira as versões históricas da Kombi

A Kombi é um dos veículos mais amados de todos os tempos. E no Brasil, essa história de amor é ainda mais marcante. O automóvel foi produzido no país de 2 de setembro de 1957 até 18 de dezembro de 2013. Os 56 anos são o maior período de fabricação de um modelo em território nacional.

A Kombi foi o segundo modelo produzido pela Volkswagen, depois somente do Fusca. Com a Alemanha devastada após a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de Wolfsburg se encontrava sobre domínio de oficiais britânicos. O major Ivan Hirst recebeu, em 1947, o projeto do holandês Ben Pon, um revendedor da marca em seu país. O desenho de Pon era uma variação de um veículo de uso interno da fábrica chamado Plattenwagen, invenção do major Hirst.

Conhecido como Volkswagen Transporter ou Type 2, o modelo foi lançado em 1950 nas versões Panelvan, Microbus e Kombinationsfahrzeug. O último significa veículo combinado, em alemão. No Brasil, a simplificação dessa versão para Kombi se tornou o nome oficial do modelo.

O objetivo da Kombi era, com o conjunto mecânico do VW Sedan (Fusca), criar um veículo prático e versátil, que servisse ao transporte de cargas e ao lazer. A principal qualidade era a estabilidade, com ou sem carga, já que o motorista na parte dianteira e o motor alojado na traseira garantiam uma boa distribuição de peso.

Volkswagen Kombi 1200 ou Type 2 (T1)

O primeiro modelo da Kombi a ser fabricado no Brasil, em 1957, na fábrica de São Bernardo do Campo, tinha motor 1.192 cm³ de 30 cv líquidos com câmbio manual de quatro marchas. Sua velocidade máxima era de 100 km/h.

primeira Kombi

Variações

Nos primeiros anos de fabricação do modelo, as atualizações eram praticamente mensais. Entre as principais estavam pequenas mudanças de medidas, realocações do cabo de embreagem, bateria reforçada, três filetes a mais nas entradas de ar lateris.

Algumas mudanças eram mais marcantes, como aumento da logo VW na traseira, estilo das maçanetas, os desenhos dos faróis e lanternas e acabamento interno.

Kombi - variacoes

A Kombi 1200 foi produzida de 1957 a 1966. A geração seguinte, a 1500, foi produzida de 1966 a 1975. Nela, a modelo ganhou uma série de variações, como versões de Luxo, de 6 portas, furgão e picapes.

kombi picape

A Kombi Clipper, produzida de 1976 a 1996, também contou com versões inusitadas. De 1981 a 1985, a Volkswagen produziu uma versão movida a diesel. Um modelo com tração 4×4 foi cogitado, mas somente dois protótipos foram construídos.

Em 1997, a Kombi Carat foi lançada, enfim trazendo as novidades da segunda geração do modelo, que foi lançado na Europa 30 anos antes. O modelo teve como “novidade” a nova dianteira, a porta corrediça do lado direito. Para compensar o atraso, a versão nacional contou com o exclusivo teto elevado.

kombi carat

O último modelo produzido no Brasil, contava com refrigeração a água. Nos últimos anos, a Kombi brasileira sofreu alterações para se adequar às novas regulações nacionais. O modelo chegou a receber injeção eletrônica. O antigo motor refrigerado a ar foi substituído em 2005 pelo 1.4 flex, que equipava o Fox destinado à exportação. O modelo então ganhou radiador, que só tinha sido visto nos antigos modelos movidos à diesel.

A fabricação da Kombi brasileira chegou ao fim no final de 2013.

A perdida terceira geração

O modelo brasileiro da Kombi foi interrompido na Europa em 1979 e foi substituído pelo Volkswagen Type 2 (T3). Essa versão, com linhas mais quadradas, nunca chegou ao Brasil.

Kombi terceira geracao

Como o Brasil continuou produzindo as gerações antigas, a Kombi nacional se tornou cobiçada por colecionadores. Muitos procuravam o modelo com mecânica zero-quilômetro e visual retrô. Algumas empresas trabalhavam para atender essa demanda e exportar as versões produzidas no país.

A versão hippie

Das versões clássicas, talvez a mais marcante seja a Volkswagen Samba. Se trata de uma configuração da primeira geração da Type 2. Ela conta com um design diferenciado. Um corte em forma de V na frente que segue por toda a extensão do veículo, dividindo-o em duas cores (a superior, sempre branca). Na frente, um grande logo metalizado da Volkswagen.

No Brasil, esse modelo era considerado de luxo. Fora do país, os modelos da Kombi eram diferenciados pelo número de janelas. O Samba tinha versões de 21 e 23 janelas. O modelo se tornou popular entre os hippies.

Kombi Samba

O Futuro

A Kombi como conhecemos não é produzida. Com o fim da produção nacional em 2013, resta apenas as gerações sucessoras da Type 2 na Europa. Em 2014 foi lançada a VW T6, sexta geração do veículo.

O modelo conta com um interior cheio de recursos, com central multimídia com tela sensível ao toque de 6,3 polegadas e sistema de som com CD Player, Bluetooth e GPS. Em relação ao motor, a T6 é equipada com os motores 2.0 TDI, com versões de 84 cv, 102 cv e 204 cv. Há duas variantes do 2.0 a gasolina, com 150 cv e 204 cv. O modelo ganhou um versão em duas cores, homenagem à versão clássica da Kombi.

Kombi nova geracao

No Salão do Automóvel de Nova York, que aconteceu em maio deste ano, a Volkswagen mostrou uma versão elétrica, como mostramos aqui no Blog da Carbel, ainda sem previsão de lançamento.

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